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1 de setembro de 2012

Batendo Cabeça com o Mick - Lendas Urbanas. #1


Uma Menina e um Cão.

        Era uma sexta feira fria, do dia 23 de agosto, de 1985. Um céu nublado dava o tom de melancolia do dia. Susan, uma menina de 15 anos, estava indecisa entre viajar com seus pais para a casa de praia, ou ficar em sua residência habitual, mas tendo apenas a companhia de seu cão de estimação, Léo, um dálmata grande, que já acompanhava Susan há mais de 3 anos. O tempo fechado pesou para a decisão da menina e ela preferiu ficar em casa, mesmo sem seus pais. Ela já estava crescida e confiante de que podia tomar conta da casa durante aquele final de semana.
    
        O fim de tarde foi tranqüilo, mas a chegada da noite sempre traz uma sensação de medo quando se está só, mas Susan não se importou já que seu cão era uma companhia fiel. Chegava a hora de ir dormir e a menina precisou trancar todas as portas e janelas, mas havia uma que estava emperrada e não fechava. Susan estava inquieta com essa situação, mesmo morando numa cidadezinha tranqüila. Não teve jeito e a menina teve que ir deitar deixando essa janela aberta.
    
       Antes de cair no sono, Susan verificou se Léo estava deitado debaixo da cama, como costumava acontecer durante todas as noites. Isso era importante para Susan por que lhe transmitia segurança. O cão estava lá, deitadinho como sempre. A menina passou a mão em sua cabeça e ele a lambeu. Durante a noite Susan acordou ouvindo um barulho vindo do banheiro. Algo pingava e incomodava a garota, mas ela não teve coragem de levantar e ver o que era. Passou a mão debaixo da cama e sentiu uma lambida. Seu cão estava ali com ela, então tudo bem.
        
       Mais tarde acordou de novo. Algo ainda pingava no banheiro, mas ela não queria levantar. Passou a mão debaixo da cama e sentiu a lambida. Voltou a dormir. Outra vez acordou já irritada. Era o maldito pingo no banheiro. Passou a mão debaixo da cama e sentiu a lambida. Voltou a dormir. Antes do amanhecer, acordou outra vez. Agora não tinha jeito, Susan precisava verificar o banheiro e descobrir o motivo daquele pinga-pinga. Levantou, foi até o banheiro e acendeu a luz.  
     
       O que Susan viu foi tão chocante que lhe tirou as forças até mesmo para gritar. Seu cão, o querido Léo, estava morto, pendurado no trilho da cortina do Box, com a garganta cortada. O barulho que incomodava Susan era o sangue do cachorro, que pingava no chão. No azulejo da parede havia uma mensagem, escrita com o sangue do cachorro: ‘Viu como eu também sei lamber?`  
      
        A menina entrou em choque e assim ficou até ser encontrada por um vizinho ao amanhecer, sentada na calçada segurando uma faca.
    
        Até hoje ninguém sabe quem, ou o que teria entrado no quarto de Susan. Seja lá o que foi não deixou pistas ou outro sinal. A quem não acredite na história contada por Susan, e confirmam a hipótese dela ter matado o Léo, mas seus pais juraram que a pobre menina amava aquele cão e que algo entrou na casa naquela noite, pela janela que ficou aberta.


*Nota do autor: Esta lenda urbana é conhecida e foi readaptada para ilustrar a nova seção da coluna Batendo cabeça com o Mick, para o blog Zoação 40. 

27 de agosto de 2012

Porque eu sempre odiei o He-Man

Fala galera esse aqui é meu post de volta, eu tentei abordar um tema mais light. Nada de RPG, Quadrinhos, Filmes e Livros. Um post sobre o cotidiano para vocês relaxarem aí.

Atenção: Esse texto é uma reclamação da minha vida, e de decepção amorosa.

Ontem eu tava lembrando da vez que eu me decepcionei amorosamente, não que eu tenha parado de ficar igual um retardado por causa de muié, mas na realidade eu ainda tô meio assim. Mas não importa, vou contá-los o que passei até agora.

Quando você chega em uma certa idade, você automaticamente chega em uma fase que você tem muito amigo, e sente falta de mulher. - Não adianta dizer que você substitui sua conta no World of Warcraft por namorada, porque isso não existe, se não você nem estaria esperando agora todo mundo dormir para entrar no XVideos. - Até que eu resolvi dar um upgrade na minha aparência, eu comecei uma dieta (que não funcionou), comecei a malhar (eu achei que ia ficar igual o Arnold Schwarzenegger, eu tô igual uma criança anêmica da África) e amadureci (eu brinco de Comandos em Ação com meus irmãos até hoje).

Talvez vocês não saibam mas eu sou ainda um moleque novo, que frequenta a escola e estou no Ensino Médio. Então! Tinha uma garota na minha sala no começo desse ano, que eu nem sabia quem era mas já chamava a atenção pela sua beleza. De qualquer forma, eu me apaixonei pela muié, e comecei a conversar com ela, sentar perto dela na sala, fazer brincadeiras com ela, coisa que amigos fazem. Perceba que eu deixei a palavra amigos em Negrito. AMIGOS! AMIGOS! AMIGOS!


Tá! Eu entrei na Zona da Amizade (Vai se ferrar seu Freak de Inglês! Eu não vou ficar usando termo em inglês, Friend Zone é coisa de site de Memes), mas podia ser pior... Não, não podia! Esquece. Mas de qualquer forma eu tentei mudar essa situação, e como vocês devem estar supondo eu não sai da Zona da Amizade, e pior que isso eu me declarei para ela, e ela confirmou a Zona da Amizade que estava o triste jovem apaixonado, e disse: "Eu te amo! Como amigo!" Mas na verdade o que eu escutei foi: "Gangsta, Gangsta! That's what they're yellin It's not about a salary, it's all about reality!" É porque eu estava escutando N.W.A no fone de ouvido, aliás essa música é muito boa, olha o video aí: 
E eu tava tão na merda por causa dessa garota, que qualquer pessoa que eu achava na rua eu ia me lamentar por ela não gostar de mim. Um exemplo de pessoa que me atura todo dia é a Tia da Secretaria - Inclusive eu queria mandar um beijo para ela. Um beijo Tia Marcia! - Eu fiquei muito na merda por causa da garota, aí como eu sou o amigo gay das garotas da sala (Olha só! Antes de você pensar besteira, eu não sou gay. Eu só usei o termo amigo gay, para dizer que eu fico dando conselhos amorosos para as garotas da sala, e eu me torno meio que o "Amigo Gay" delas. Como eu fui uma pessoa que foi criada a base de Sessão da Tarde, e na maioria dos filmes tinha Moral da História Romântico eu acabei aprendendo a falar coisas bonitas e aconselhar amorosamente as mulheres).    Em uma tentativa de tentar melhorar emocionalmente (Eu não sei porque, mas eu acho que a palavra emocionalmente é muito feminina), sai nas noites da cidade do Rio que eu moro. - A minha cidade é pequena comparada a Rio de Janeiro e Niterói, e é uma merda a vida dos adolescentes da minha cidade se resume em Escola, Facebook e Stomp Lounge (É uma boate que as garotinhas de 12 anos vão para ficar bêbadas e ter relaçõezinhas com caras mais velhos, de 20 e 25 anos). Como eu não gosto de boate, eu fiquei meio preso a escola e facebook. - Mas essa noite em especial foi muito maneira, porque eu fugi um pouco da rotina. Guardo boas lembranças, encontrei um Senhorzinho na rua muito simpático, que o apelidei de Tio Gandalfo (Eu sei que Gandalf é sem "O", mas eu escrevo Gandalfo porque eu acho mais engraçado, e porque o post é meu e eu escrevo do jeito que eu quiser.). 
Eu e Tio Gandalfo
Após essa noite eu comecei a me animar e até tava esquecendo um pouco a garota. Até que ao chegar em casa eu entro no facebook para stalkear a garota, e o que eu vejo? Eu vejo um video de uma música muito boa que ela compartilhou. Tá, além disso! Eu vi também que ela estava EM UM RELACIONAMENTO SÉRIO COM HE-MAN. Eu coloquei He-Man porque o atual namorado dela é a cara do Adam, que é o He-Man quando tá fraco.
O Namorado da Garota
Agora eu estou na situação atual, eu estou me lamentando para a Tia da Empada, para o Senhorzinho Maluco que fica o dia inteiro caminhando com um Guarda-Sol, para a Tia do Açaí e por aí vai. Após esse relato de decepção amorosa eu gostaria de deixar um pensamento aqui para os leitores (que leitores?), refletirem:
"O Negócio é comer cu e buceta!" - FROTA, Alexandre
João Victor:
João VictorJoão Victor acha que esse negócio de se apaixonar é furada.

4 de agosto de 2012

Batendo Cabeça com Mick -- Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge


O capítulo final da nova trilogia do Batman certamente foi, e será por muito tempo, o filme que mais aguardei nos últimos anos. Desde o final do maravilhoso O Cavaleiro Das Trevas, em 2008, eu e muitos outros fãs do homem morcego aguardamos ansiosos pela conclusão da saga criada pelo excelente diretor e roteirista Chistopher Nolan, iniciada em 2005 com o ótimo Batman Begins. Foram quatro anos de espera, com muitas especulações, pesquisas na internet e aquela interminável jogada de marketing aonde os realizadores vão lançando pequenos trailers, que não informam muito sobre o filme. Eis que a espera terminou e finalmente assisti ao tão desejado Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. A espera valeu à pena? Sim, mas poderia ser melhor.
Comentar sobre o filme sem soltar algum Spoiler é quase impossível devida à trama repleta de tensão incessante, reviravoltas e algumas mancadas da produção, por tanto, se você não assistiu ao filme recomendo que tenha cuidado com a leitura porque provavelmente poderei soltar algum SPOILER importante, ok?

O nível de realidade deste filme conseguiu ir além do que já havia sido feito no segundo filme, levando o telespectador a uma Gotham City ainda mais comum, como uma cidade que realmente existe. Pra ser sincero, essa Gotham nada mais é do que New York. Tudo soa mais obscuro neste capitulo final: as pessoas, o clima, os acontecimentos resultantes da história anterior, e claro, nosso querido Bruce Wayne (Christian Bale), isolado em sua mansão numa aparência muito diferente da que estávamos acostumados. Esses primeiros minutos são maravilhosos, incluindo a apresentação do Bane (Tom Hardy), o novo vilão. Nada é feito com pressa, o que torna o filme mais intrigante e melhor que qualquer outra produção do gênero. Essa calma torna o desenrolar da história ainda mais charmosa e todo esse pessimismo acabam tornando a saga atual mais próxima das HQs mais obscuras do Batman.

Quando o Bane e toda sua tropa dá as caras e tomam a cidade de vez, chega à hora do Bruce reassumir o personagem que criou e o deixou tão debilitado. Mal sabe ele que essa decisão só agravará as coisas. A partir daí você já tem ideia do que virá pela frente. Como aconteceu no filme anterior, temos um ritmo frenético, com muita ação e muitos diálogos. É uma trama policial orquestrada de forma perfeita e às vezes até esquecemos que estamos vendo um filme de super-herói, apesar de que não dá para aceitar esse termo para os atuais filmes do Batman. Isso só vale mesmo para a turma da Marvel. Com a cidade já tomada após um elaborado plano para prender toda a policia nos esgotos, Bane se torna a figura do filme, mas sem o charme do Coringa, é claro. A essa altura ele já deu uma surra no Batman, detonou bombas pela cidade, inclusive nas pontes que ligam outras cidades a New Yo..., ops, quero dizer Gotham, e anunciou seu plano: explodir tudo de uma vez por todas, e assim fazer nascer um novo lugar, livre da corrupção e das sujeiras que viviam ali. Mas não ache que o grandão é um cara bom. Ele é tão cruel quanto o bandido que dá controla as favelas cariocas, que dão remédios de graça para os moradores, para depois usá-los como escudos contra a polícia. Além do grandalhão, quem também marca presença de forma marcante é a mulher gato, numa interpretação inspirada de Anne Hathaway.

O filme é bom? Ele é excelente! Mas então por que respondi ‘que poderia ser melhor’ na pergunta sobre ter valido a pena esperar tanto tempo para assisti-lo? Por que ele acabou trazendo algo que não houve nos outros filmes, e se houve foram bem sutis: falhas. Já estava acostumado com as tramas bem amarradas e realistas dos outros capítulos e não esperava que O Cavaleiro das Trevas Ressurge fosse trazer algo mal explicado. E ele traz! Nem preciso avisar sobre SPOILER, certo?

Enumerei as três bobeadas do roteiro, que em minha opinião acabaram tirando a perfeição do filme:
1-) Em nenhum momento o Coringa é citado.
Isso foi um furo bobo do Nolan. Tudo bem que o Heatlh Ledger faleceu, mas não custava nada ao menos citar o que houve com o Coringa. Nem o asilo Arkham, um ícone nas histórias do Batman, foi lembrado. Bastava alguém dizer algo como “- O Coringa está preso no Arkham, por tanto, ele não está por trás disso”. E ok, milhões de órfãos do Ledger estariam satisfeitos. Mas esse é o menor dos três problemas do filme...

2-) A prisão em que Bruce é mantido após apanhar do Bane.
Desnecessária. Apenas isso. Algo que não se encaixou na trama de forma alguma. E a fantasiosa fuga do Bruce só tornou esse núcleo ainda mais clichê. Seria mais interessante se o Bane tivesse mantido o Batman num buraco dentro de Gotham mesmo. E melhor seria se o Batman fosse salvo pelo Alfred, que poderia ter encontrado o Bruce graças a um rastreador que só ele possuía e que estaria instalado na armadura do homem morcego.

3-) O retorno de Bruce à Gotham.
Outro furo importante. Se a cidade estava isolada, com todas as entradas vigiadas, como Bruce Wayne pôde retornar com tanta facilidade se ele estava sem dinheiro, sem a roupa do Batman e sem seus aliados? Se fosse um filme do Superman tudo bem, basta ele voar para dentro da cidade, mas essa façanha é impossível para o Bruce, por mais inteligente e fodão que seja.

Mas que fique claro que esses furos não tiram em nada o brilho deste eletrizante thriller, que já está no hall dos grandes nomes do cinema. Valeu Chistopher Nolan e todos os excelentes atores que formaram o elenco de toda a saga por apagar de vez a mancha deixada em 1997 com o medíocre Batman & Robin, até então o ultimo lançamento do meu herói favorito no cinema. É uma pena que Bob Kane, o criador do Batman, não tenha vivido o suficiente para ver esta incrível trilogia.

20 de julho de 2012

Batendo Cabeça com o Mick -- Filmes para você NÃO assistir numa sexta-feira 13

Na minha infância, dia de sexta-feira 13 era dia de filmes de terror. E não faltavam opções, havia o saudoso cine trash na Band, apresentado pelo Zé do Caixão, passava filmes no cinema em casa do SBT, e à noite alguma outra coisa em outras emissoras, inclusive na Globo, que tinha o Corujão e o tele cine. E ainda não satisfeito, fazia questão de alugar algumas fitas na locadora. Com toda essa bagagem, é óbvio que já assisti a muitas porcarias e por isso resolvi fazer essa lista. Com mais uma sexta-feira 13 no calendário, além de muitas outras que virão, veja quais são os filmes que você NÃO precisa assistir. Se encontrar alguma dessas tranqueiras nas locadoras, ou em algum camelô, passe longe, ignore ou queime, mas não perca seu tempo como eu e outros muitos fizemos. A não ser que você tenha tendências masoquistas...
Obs: vale lembrar que não inclui filmes sobre animais mutantes, do tipo que sofreu alguma alteração genética, e também não coloquei filmes sobre objetos inanimados assassinos, como bonecos, maquina de lavar e geladeira (sério, existe um de uma geladeira assassina), afinal, não podemos levar a sério filmes assim.



O Monstro do Armário (1986)
Nada melhor do que começar com um dos filmes mais toscos e bagaceiros que já assisti. Este não é só um dos piores do terror, como deve ser também uma das mais ridículas produções cinematográficas já realizadas. A intenção até que foi boa, afinal, sempre existiu um medo infantil por trás das portas de um armário quando as luzes do quarto se apagam, mas a realização do filme jogou para o espaço essa boa intenção e realizou uma merda das maiores. Tudo é bem trash, tosco e sem sentido. O monstro parece uma bosta ambulante! Para se ter uma ideia, até o exército é convocado para matar o bicho, mas suas armas se mostram inúteis, então entra em cena o presidente dos EUA (?) com uma idéia revolucionária: todas as pessoas devem destruir seu armário, assim o monstro não terá forças e morrerá. Inacreditável...




Jack O, Demônio do Halloween (1995)
Aqui está um classicão do cine Trash. O famoso e lendário cabeça de abóbora! Se você não viu o filme, certamente já deve ter visto a imagem deste ser que tem uma abóbora no lugar da cabeça e anda com uma foice. Com poucos recursos técnicos e pouca verba, é óbvio que não poderíamos esperar mais do que uma tosqueira bem trash, recheada de sangue, efeitos ruins, que só tornam as mortes engraçadas, atuações péssimas e tudo o mais de ruim que se pode haver num filme de serial killer. Até que o filme começa bem, falando sobre a história do Demônio, criando um clima de suspense com boas cenas referentes ao Halloween, mas assim que o Cabeça de abóbora entra em cena, o filme descamba pra matança com o Jack-o passando a foice em qualquer um, até mesmo num técnico de TV a cabo que não tem nada haver com a história...

Qualquer um da serie HellRaise
Lembra do cara cheio de pregos na cabeça? Até que o primeiro HellRaiser traz bons momentos, apresentando ao mundo do terror uma nova espécie de monstros, os Cenobitas, que torturam suas vitimas de forma masoquista e eram liderados pelo maligno Pinhead, o tal cara dos pregos na cabeça. Mas ainda creio que este filme tem uma fama que não se justifica, estando longe de realmente assustar. E o pior é saber que mesmo sem ser um grande filme, conseguiu a façanha de ganhar várias seqüências, cada uma pior que a outra. Todas seguem os mesmos elementos do primeiro: a história gira em torno de uma caixa que abre as portas para um mundo paralelo, libertando os Cenobitas. E olha que a série tem fãs ferrenhos!

A Casa dos 1.000 Corpos (2003)
A Casa dos 1.000 Corpos consegue reunir tudo o que detesto num filme de terror! Um diretor metido a maluco que quer mostrar seu lado perturbado, no caso o roqueiro Rob Zombie, atores detestáveis, produção de “vídeo-clip” cheio de cortes rápidos e visual espalhafatoso, história confusa que vai e volta no passado da trama e por ultimo o pior: o plágio descarado de outro filme, no caso O Massacre da Serra Elétrica (1974), que talvez só não tenha sido copiado cena por cena porque aí já seria cara de pau demais...




O massacre da serra elétrica 2 (1986)
Já que citei o clássico e perturbador O massacre da Serra Elétrica, de 1974, é impossível deixar de comentar sobre sua idiota continuação, em mais um caso onde o cara precisa ser muito foda para fazer a sequência de um filme que se tornou referência em seu gênero. Que me perdoe o falecido Dennie Hopper, um cineasta de qualidade indiscutível, mas talvez ele não fosse o cara certo para dar uma nova parte a saga da família canibal do Texas. Esta parte 2 e simplesmente abominável! Tentaram levar a história para o lado do humor negro e estragaram tudo com piadas idiotas, um Leartherface bobão, muitos momentos copiados do primeiro filme, mas com toques bizarros de comédia no pior estilo pastelão!






A casa do Espanto 2 (1989)
Às vezes na falta de algum filme, você pega qualquer coisa só pra passar o tempo, mesmo sabendo que estará se submetendo a assistir alguma porcaria. Pra dizer a verdade, até que este A Casa do Espanto 2 é um filme simpático, que pode divertir em alguns momentos, como na cena em que um eletricista vai até a casa amaldiçoada para fazer um serviço e após descobrir uma passagem secreta, diz aos personagens principais que encontrou uma entrada para um mundo paralelo (!). Como assim? Será que é comum para um eletricista encontrar passagens para mundos paralelos? A história desta seqüência não tem nada haver com o bom primeiro filme (reparou que a maioria dos filmes da lista é uma continuação?). Aqui temos um ser maligno que está atrás de uma caveira de cristal que lhe dará a vida eterna. Mas espere aí! Se ele é um fantasma então já pode viver eternamente, certo? Ah esses filmes trashs dos anos 80...

Sexta-Feira 13, parte 8-Jason ataca em Nova Iorque (1989)
Claro que o maior ícone da Sexta-feira 13 não iria ficar de fora da lista, principalmente por ser uma das piores séries da história do cinema de terror. Sou um grande fã do querido Jason e assistia a seus filmes sempre que podia, ainda mais quando a Rede TV começou a passar quase todos nas noites de sábado, lá pelo fim dos anos 90. Com tantas produções ruins, feitas apenas para lucrar em cima da fama do personagem, ficou difícil escolher apenas um. Poderia colocar pelo menos uns quatro, mas fiquei com esta parte 8 que é uma grande enganação e deve ter deixado muitos fãs desapontados quando saiu nos cinemas. O motivo é simples: apesar de o subtítulo ostentar um ‘Jason ataca em Nova Iorque’, na verdade ele só chega à cidade nos 15 minutos finais do filme! Toda a história se passa num navio repleto de jovens estudantes, que segue de Cristal Lake para Nova Iorque. Jason embarca no navio e vai matando todos que atravessam seu caminho. Não se anime achando que o cenário sinistro de um navio irá trazer boas cenas de suspense, por que o que temos são mortes mal feitas e chatas, com muitos “defeitos” especiais. E mesmo quando Jason chega à Nova Iorque não conseguem salvar o filme, levando o serial killer a perseguir os poucos sobreviventes do navio em becos, ruas vazias e até numa galeria de esgoto!

Amityville 6, Uma questão de hora (1992)
Lançado em 1979, Horror em Amityville era baseado em uma história verdadeira sobre um rapaz que matou os próprios pais e irmãos com uma espingarda enquanto dormiam. O cara alegou estar influenciado por vozes do além que lhe pediam para fazer aquela matança. O filme fez sucesso e óbvio, rendeu várias seqüências. Acho que as partes 2 e 3 chegaram a ir para o cinema, mas a criatividade dos roteiristas logo começou a esgotar e o outros lançamentos acabaram indo direto para o VHS, passando despercebido pelo grande público, menos por algum infeliz que trabalhava no SBT, que colocava esses filmes para preencher as noites de domingo. Essa sexta parte segue uma ideia iniciada no quarto capitulo, onde o terror não se passa mais na casa de Amityville, e sim num lugar qualquer com uma família qualquer que adquiriu algum pertence da casa amaldiçoada. No caso desta pérola da ruindade, o objeto adquirido é um relógio maldito, que como diria o locutor da sessão da tarde, ‘causará grandes confusões para esta turminha do barulho’.

Navio Fantasma (2001)
Os 5 minutos inicias de Navio Fantasma são realmente arrasadores! É uma verdadeira carnificina repleta de sangue e pavor. Mas é uma pena que apenas o comecinho (e põe comecinho nisso!) é legal, por que o restante do filme não segura a onda e se perde em um amontoado de cenas sem graça com fantasmas (tem até uma fantasminha camarada pra ajudar os mocinhos!), correria sem suspense e mortes toscas. A solução do mistério também é muito mal feita, tirando de vez a paciência do telespectador que agüentou essa bosta até o fim para saber como um enorme navio de luxo ficou 40 anos desaparecido e de repente reapareceu a deriva em algum lugar do oceano. Uma história que tinha tudo para ser arrepiante se soubesse aproveitar o mistério por trás da embarcação, além de seu macabro cenário de abandono. Tudo isso jogado fora para transformarem o filme num terror teen.

De volta a casa da colina (2007)
A Casa da Colina, de 1999, até que era um filminho legal, mas não justificava uma nova parte. Aqui temos o típico caso onde os produtores pegam algumas idéias que não foram detalhadas no original e criam um roteiro para decifrar os enigmas. O problema é quando lá pelas tantas alopram com tudo e transformam o filme num verdadeiro carnaval. Aqui você tem um fantasma do mal, arqueólogos atrás de uma estatua que dê poder a quem possuí-la, um diário perdido com os segredos do lugar, uns agentes infiltrados tipo os da CIA e os jovens idiotas de sempre. E sabe o que vai acontecer no fim disso tudo? Um desfecho sem pé nem cabeça que não explicará nada de nada!



Eu sei quem me matou (2007): Este filme ao menos tem um mérito: de tão podre, conseguiu ganhar o framboesa de ouro, uma versão do tradicional Oscar, mas para filmes ruins. Até uma merda pode ganhar alguma coisa nesse mundo! Esta foi uma das piores experiências que já passei, foi simplesmente horrível ter que assistir esta bomba até o fim. É aquele tipo de filme onde o realizador tenta criar um quebra-cabeça, mas na verdade a vontade que tem é de quebrar a cabeça desse infeliz com um pedrada! É aquela coisa de reviravoltas na trama que não chegam a lugar algum, cenas que aparentam ter importância, mas logo são deixadas de lado causando furos na história... Só para citar algo que achei absurdo: existem duas personagens interpretadas pela atriz principal. Uma de caráter mal e outra boazinha. Quando a má ta em cena, tudo ao redor ganha tom vermelho. Luzes, roupas e cenário. Quando a boazinha aparece, tudo fica em tons azuis. O diretor deve ter achado que o público é feito por patetas que não saberiam distinguir a personagem má da boa...

Drive Thru da Morte (2007)
Não, não levei isso a sério. Mas achei que poderia ser divertido... Até que surge uma porcaria de versão maligna do Ronald Mc’Donald! E aí você pode somar as cenas de suspense ruins que não assustam nem seu priminho de seis anos, a direção em estilo “vídeo-clip”, o vilão que mais faz rir do que assustar e as interpretações forçadas dos atores e temos essa bosta. Exceto pela trilha sonora, que traz o AC/DC como tema principal, tudo está mais para o podrão da tia, do que para um Mc quarteirão. Se bem que um podrão da tia sempre é bem vindo...





O Exorcista, o início (2004)
O Exorcista original ultrapassou as barreiras de uma produção de horror e se tornou um dos maiores clássicos do cinema. A macabra história de uma menina inocente que foi possuída por um maligno demônio assustou platéias pelo mundo. É um filme definitivo e que não precisava de continuações, mas você sabe como é, gerou fama e principalmente dinheiro... Duas seqüências desnecessárias foram feitas depois, o péssimo e inacreditável O Exorcista 2, O Herege e O Exorcista 3, que não assisti, mas não deve ser grande coisa porque raramente vejo algo sobre ele. Mas faltava um capitulo que pudesse ser considerado definitivo, que mostrasse o começo de tudo e desse as respostas para as duvidas do original. Eis que em 2004, sai o esperado O Exorcista, O Inicio, certamente um dos maiores caça-níqueis do cinema de terror atual. Depois de tanto falatório, o que vi foi algo medíocre, cheio de efeitos ruins com computação gráfica e há anos luz do clima de terror do primeiro.

15 de junho de 2012

Batendo cabeça com o Mick -- Por Que Detestamos a Cultura Pop Atual? Parte Fina.

Na primeira postagem sobre a nossa antipatia em relação à atual cultura Pop, procurei expor com minhas palavras o que eu e alguns amigos pensamos sobre essa organização misteriosa, que há décadas tenta criar um estilo comercial a ser seguido por nós, pobres consumidores de informações. É praticamente impossível descobrir o que seria, ou de onde viria essa organização. Já se falou muito sobre a possibilidade da Rede Globo ser uma forma de dominação em massa, que influencia o povo a seguir um modelo de vida, mas isso vai muito além da Globo, ou de outra emissora de TV, afinal o que está lá também está na internet, nos jornais, nas ruas, e até em sua família.
Já falei sobre os ídolos teens da nova geração, tais como Justin Bieber e Restart, certamente os mais odiados e zuados, e agora partirei para a conclusão desta postagem com mais análises de outros elementos importantes da Cultura Pop atual.

3-) Saga Crepúsculo e afins.
Em primeiro lugar deixo claro que não assisti a nenhum dos filmes da saga Crepúsculo e tão pouco senti vontade de conferir ao menos um episódio, ou mesmo ler um parágrafo do livro. Mas não há como negar que esta é a saga romântica infanto-juvenil de maior sucesso nesses últimos anos! E todo esse sucesso deixa claro algo que não citei na outra postagem: o público jovem é o alvo principal para que se instale um novo conceito a ser seguido. Antes dessa epidemia de vampiros sentimentais, bonitinhos e ingênuos, já havia muitos outros filmes e contos sobre essas criaturas misteriosas que nos despertam admiração e curiosidade. Pena que para muitos esse respeito tenha acabado depois do surgimento do Sr. Edward e sua turma. Nem quando saíram clássicos como Drácula de Bram Stoker (1992) e Entrevista com o Vampiro (1994) tivemos tanto barulho, apesar de que esses filmes trazem uma proposta muito mais sombria e malevolente, que não podem ser comparadas ao clima sessão da tarde de Crepúsculo.
Talvez esteja aí a causa da revolta. Para que cresceu vendo vampiros elegantes, conquistadores, mas traiçoeiros e misteriosos, e agora assisti um vampiro envolvido naquela velha historia de ‘amor impossível’, com todo o açúcar e histeria das menininhas de 8 a 20 poucos anos (sério, conheço meninas dessa idade que adoram a saga), chega a ser constrangedor.
4-) Reality Shows (BBB, A Fazenda…)
Todos os ícones da Cultura atual já citados estão direcionados exclusivamente ao público jovem. Os realities shows já partem para algo mais generalizado, tendo fãs de todas as idades e condições sociais. Não se engane achando que este é um produto consumido apenas pela classe C. Como diz a chamada do programa, ‘todos estão de olho na casa’. E não importa se são famosos ou anônimos, quando ele entra no ar a única coisa que importa é saber o dia-a-dia desse grupo que está preso numa casa de alto luxo, com direito a festas, jogos com premiação e barracos (que são o ponto alto da ‘trama’). Confesso que assisti alguns BBBs e também vi a Casa dos Artistas, mas isso foi lá atrás quando tudo ainda era uma novidade. Foi algo legal, como uma novelinha passageira, que tem sua trama rasteira, personagens bobos como os mocinhos, pessoas mais interessantes que assumem os papeis de vilões e até um narrador, no caso o respeitável Pedro Bial. Mas o BBB já está indo para a edição de numero 13, e agora também tem A Fazenda, com um bando de sub-celebridades, que não fedem e nem cheiram.
Afinal, o que mantém o sucesso dessas coisas, que continuam sendo exibidas todos os anos? Simples, a curiosidade pela vida alheia. Isso vem desde sempre. Antes de o seu vizinho assistir ao Big Brother, ele já assistia ao seu dia-a-dia. Via o que você comprava e com quem você saia. Ter um programa desses na TV foi a melhor coisa que aconteceu pra ele. Assim ele pode ficar sentado no sofá vendo quem pega quem na Casa. Confesso que exagerei nessa parte, já que nem todos que acompanham realities shows são fofoqueiros. Minha mãe e minha irmã gostam e não estão nem aí para o dia-a-dia dos outros. Mas com certeza 80% desse público se encaixa nesse grupo e enquanto essas pessoas acharem mais divertido ver o que rola por baixo do edredom, do que alugar um bom filme ou ler algo mais construtivo, certamente chegaremos a 45ª edição do BBB.

5-) Sociedade Politicamente Correta
Algo que está enchendo o saco ultimamente é essa regra do politicamente correto. Agora qualquer situação que possa ser considerada constrangedora para um determinado público pode ser motivo de processo e manifestação. Com isso, é praticamente proibido piadas sobre gordos, nordestinos e principalmente negros e gays. Sei que esse é um assunto muito delicado, e também sou contra qualquer tipo de intolerância, seja ela religiosa, racial ou devida a alguma deficiência física. Também jamais concordei com qualquer tipo de humilhação pública, mas para quem está ligado às áreas da TV, isso é algo que está à mercê da pessoa. Por exemplo, se você vai participar de um programa como o ‘Pânico na Band’, não poderá se sentir ofendido caso eles façam alguma piada com você. Hoje em dia, nem nos programas de humor mais fuleiros há situações como as que vi em programas como ‘Os Trapalhões’, onde não faltavam piadas com gays e carecas. No ‘Chaves’ então... Veja o seguinte diálogo:

Nhonho: ‘olha Chaves, se porum lado eu sou gordo...’
Chaves: ‘pelo outro também.’
Isso não é mais aceitável. O que tornam os programas atuais completamente idiotas e dispensáveis, com piadas chulas sobre peidos e coisas assim. Tudo isso explica o enorme sucesso dos memes na internet, além de blogs e sites como o Zoação 40, que não tem pudores para pegar leve quando a proposta é fazer rir. Um abraço e até a próxima.

25 de maio de 2012

Batendo cabeça com o Mick -- Por Que Detestamos a Cultura Pop Atual? Parte 1


Em primeiro lugar deixarei claro que o texto a seguir traz uma opinião. Não quero ser o dono da verdade, longe disso. Essa parte do Blog Zoação 40 tem o objetivo de entreter os nossos leitores com a opinião de alguém do nosso grupo. Levei como base o pensamento de alguns amigos e do meu irmão Danilo.

Antes de tudo temos que entender o que seria a cultura Pop. Esse negócio nada mais é do que aquilo tudo que a mídia te empurra goela abaixo durante o dia a dia, seja através da música, filmes, seriados de TV, ou em qualquer outro meio de comunicação, como a nossa querida internet e revistas. Existe alguém, ou algo, que tenta criar um modelo a ser seguido por cada geração e isso tentará te influenciar de todas as formas, seja pela maneira de se vestir, falar e agir. Se nada que é empurrado pra você no seu dia a dia te satisfaz e você se mantém fiel aos seus gostos pessoais, como eu, claro que vossa senhoria não poderá ser considerada adepta daqueles costumes, mas você será parte daquela Cultura Pop apenas por ter vivido aquela fase. Isso é fato!

Antes de meter malha na atual cena Pop, vale lembrar que muitas coisas que achamos ruins ou estranhas não passam de uma cópia do que já existia no passado, e que também era muito amado e odiado. Sejam na televisão, ou principalmente na música, coisas que fazem parte da nossa rotina também foram parte da rotina dos nossos pais. As roupas justas e ultra-coloridas do Restart te incomodam? Nos anos 70 e 80 muitas bandas de Rock famosas também usavam esse visual. A série Crepúsculo é uma bobeira para menininhas? O clássico da sessão da tarde A Lagoa Azul também não vai além de um filme romântico mela-cueca. O Justin Bieber é só mais um babaquinha metido a estrela feito pela poderosa mídia? Já surgiram centenas de garotos assim nas ultimas décadas. Mas o que torna o Pop atual ser tão detestável se ele imita o Pop do passado, que nós saudosistas tanto amamos?

Primeiro começo com a nossa amiga ‘net’. A facilidade de buscas por assuntos e a enorme quantidade de informações babacas na qual estamos expostos é o primeiro fator. Basta abrir o Google e digitar as letras ‘Ju’ que logo surge Justin Bieber. Digitou a letra ‘B’ e vem algo sobre o Big Brother. Isso sem mencionar os sites de noticias, como o Yahoo, que também dá grande destaque as celebridades instantâneas e aos ex-BBBs. Nas bancas as revistas e jornais também dão essa ênfase, mais aí entendemos que revista e jornal são feitos para vender, e chegaram antes da internet. Mas tudo bem, vamos supor que você não ligou o computador. Não adianta. Tudo isso estará nas ruas, na TV, no rádio, nas conversas com seus amigos... Resumindo: essa avalanche de informações sobre coisas que não gostamos já seria o suficiente para detestarmos a Cultura atual, mas ainda faltam motivos claros, não basta apenas dizer ‘não gosto disso, e pronto!’.

Para fazer algo mais dinâmico, vou mencionar cada grande estrela do nosso cenário Pop, nesta que é a primeira de duas partes deste debate.

1-) Personalidades Infanto-Juvenis internacionais (Justin Bieber, Hanna Montana, Jonas Brothers...)

Simplesmente não dá para levar a sério algo que foi pré-fabricado. Eles podem até ter algum talento no meio daquela super mega produção, repleta de profissionais por trás das cortinas para orientá-los e prepará-los em qualquer situação, mas é nítido que a fama dessa turma é resultado de uma organização que está sempre disposta a criar um ídolo teen. Quem apadrinhou essa galera certamente morreu numa grana violenta para fazê-los chegar onde estão. E além da total falta de carisma, eles ainda comentem a tolice de expor comentários desnecessários, como Justin afirmando que será maior que Michael Jackson. Talvez ele estivesse se referindo a estatura... Outra coisa que achamos bizarro nessa turma é a forma como tratam as crianças. Dá pra comparar com o Patati & Patatá, que agem como se as criancinhas fossem um bando de retardadas mentais. Pelos menos esses assumem a postura de palhaços (mas não deixam de ser o piores da história da TV brasileira).


2-) Restart, Cine e afins.

Também vão pelo mesmo caminho das estrelinhas internacionais. São produtos fabricados industrialmente e com data de validade (até que está durando muito). Eles ainda mantêm essa pose de meninos sentimentais, algo deixado pelos falecidos Emos, mas insistem em dizer que fazem Happy Rock com atitude. A ideia não é ruim, vejam só: uma banda que traz músicas e interpretações com sentimentos, mas sem deixar a veia contagiante do Rock and Roll. Uau! Mas que nada... O que temos são uns carinhas sem sangue, sem alma e sem vergonha na cara. Em ambos os casos (1 e 2) não existe algo necessário na proposta deles. O risco de fazer o que realmente querem, sem se importar com alguém que poderá se sentir insultado. Falta malicia, afinal música necessita disso. Parece que o circo é armado para conquistar todo mundo, criando personagens adoráveis, mas o que sai ali são pessoas detestáveis. É uma pena que a turminha de hoje não tenha visto os Mamonas Assassinas, que traziam letras como “já me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém”. Isso sem falar de grupos ainda mais antigos, que também usavam roupas ultra-coloridas e maquiagens, como o Kiss e o Twisted Sister, que sabiam fazer Rock com diversão, atitude e uma bem vinda apologia as festas regadas a álcool e som alto.

9 de maio de 2012

Batendo cabeça com o Mick -- Metal Open Air + Flamengo = Incompetência

Assim como fiz em minha ultima coluna, direcionarei meu texto a algo de gosto pessoal. O Metal Open Air (festival de Metal que ocorreu, ou ocorreria, em São Luiz) e o meu time de coração, o Flamengo.



Fracasso no Palco.


Em primeiríssimo lugar, parabéns ao público que esteve presente no tão falado MOA. Estes sim foram as grandes estrelas do festival. Eu sei muito bem que não é fácil encarar a maratona de um show de Rock, imagina um festival com várias bandas e muitas horas em filas e depois em pé para conferir os conjuntos. Isso sem falar em valores de ingressos e despesas com comida. E outra coisa: por que essa merda foi parar em São Luiz do Maranhão? O que existe nesse lugar? São Paulo seria naturalmente o estado mais preparado para a realização de um evento como este, que tinha em seu cast bandas como o Megadeth, Blind Guardian, Anthrax e o Rock and Roll All Star Band, liderado por Gene Simmons (Kiss) e que também contava com que já passaram pelo Guns ‘n’ Roses, Skid Row, entre outros. Falta de estrutura, pouca verba, furtos e equipamentos ruins foram as desculpas descritas pelos organizadores em cartas abertas à mídia, mas existe um forte boato de que o fracasso do evento se deu por causa de uma briga entre a Lamparina Produções e a Negri Concerts, a duas grandes realizadoras por trás das cortinas. E vale lembrar que eu nunca ouvi falar nessas porcarias de empresas, que provavelmente devem estar acostumadas a realizar shows de gente como Luan Santana, Gustavo Lima, e outras coisas do tipo. Como disse no começo do texto, parabéns ao público headbanger! Parabéns por mostrar mais uma vez o quanto são civilizados e conscientes, mantendo um clima de união e respeito ao local e as pessoas que trabalhavam durante o cancelamento do MOA. Não houve qualquer relato de tumulto ou quebra-quebra. E ainda continuam achando que um fã de música pesada é um maluco drogado. Ah se algo assim tivesse acontecido num festival de pagode ou funk...


Fracasso no campo.



A gente até tenta ser imparcial, mas quando o coração fala mais alto não dá pra se segurar. Esse primeiro semestre já foi pro buraco e ter que assistir uma final de carioca sem meu menguinho, além da libertadores, onde Ronaldinho, Vágner Love e Cia. foram eliminados da maneira mais vergonhosa, é doloroso. Para um time da grandeza do Flamengo, que tem uma folha salarial caríssima e que tem no elenco jogadores campeões pela seleção brasileira, chegar as finais de qualquer competição é no mínimo uma obrigação, porém, assim como aconteceu em 2010, um ano depois da maior conquista do Fla em muitos anos, o Brasileirão de 2009, a turma da gávea dá um show de incompetência, tanto dentro quanto fora de campo. A diretoria continua jogando dinheiro e tempo no lixo com contratações ruins, nunca acerta os salários e se perde quando o melhor do time se impõe e não respeita os limites. Patrícia Amorim, acho que já está na hora de ceder a cadeira de presidente e sair enquanto o time apenas foi sendo eliminado dos torneios que disputou, porque se o time afundar no brasileiro e ser rebaixado... Prefiro nem imaginar algo assim. Patrícia, você está fazendo a mesma coisa que fazia em seus tempos de nadadora, ou seja, nada.
Por Mick Michael

7 de maio de 2012

10 Coisas pra se fazer em um elevador

Um dia atrasado mas firme com a coluna, hoje vou recomendar algumas coisas em que podem até te chamarem de maluco, mas será bastante divertido!!!


1. Aperte os botões do elevador e finja que eles dão choque. Sorria e faça de novo;

2. Se ofereça para apertar os botões para os outros (”qual é o seu?”), mas aperte os botões errados;

3. Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pegá-la, então grite: “É minha!”;

4. Quando a porta se fechar, fale: “Tudo bem. Não entrem em pânico. Ela abrirá novamente”;

5. Faça caretas dolorosamente enquanto bate na sua testa e murmure: “Calem a boca, todos vocês! Calem a boca!”;

6. Abra sua pasta ou bolsa, e enquanto olha dentro, pergunte: “Tem ar suficiente aí dentro?”;

7. Fique quieto e parado no canto do elevador, encarando a parede;

8. Faça barulhos de explosão quando alguém apertar um botão qualquer;

9. Encare outro passageiro por um tempo, e fale: “Estou usando meias novas”;

10. Desenhe com um giz um pequeno quadrado no chão e diga para os outros: “Este é o MEU espaço”.

1 de maio de 2012

#FicaDica de Blog

Bom como tinha dito antes esse mês o #FicaDica seria apenas de Blogs, então como essa é a ultima desse mês, resolvi fazer algo que realmente valesse a pena; Os outros blogs são ótimos, porém esse de hoje é serio, sim, serio. O FicaDica de Blog é do Não Foi Acidente, tem como a base tentar fazer com que os acidentes de transito cometidos por consequência do Álcool se torne crime, com penas maiores. Estão juntando um abaixo assinado virtual para tornar isso lei. Vale apena as vezes fazer algo que realmente importe, então se você está interressado só clicar no link dio blog e assinar a petição Clique aqui

29 de abril de 2012

10 Coisas que você deveria fazer em um Supermercado

        Salve cambada!!! Depois de muito, muito atraso, hoje começa a coluna "10 Coisas" comigo mesmo, Dick Andrade. Nessa coluna vamos aprender como coisas simples podem mudar a sua vida simples e torna-la um pouco mais divertida. Aqui eu vou lhes dizer o q fazer, o que não fazer, o que aprendemos e etc. Tudo isso em uma lista bem humorada pra você se divertir.
       Hoje vamos começar com 10 coisas que você deveria fazer em um supermercado, então acomode-se na cadeira (ou em qualquer outro lugar que esteja) e de boas risadas!!


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1. Agarre 20 caixas de preservativos e ponha-as em vários carrinhos, aleatoriamente, quando a pessoa estiver distraída.

2. Programe os despertadores para tocarem de 5 em 5 minutos.

3. Vá ao atendimento a clientes e pergunte se podem reservar um pacote de M&Ms pra você.

4. Vá ao provador de roupa. Feche a porta, aguarde um minuto e depois grite: “Onde é que está o papel higiênico????!”.

5. Quando um funcionário perguntar se você precisa de ajuda, comece a chorar e grite: “Por que que vocês não me deixam em paaaaz?!?!!?!?”

6. Encontre uma câmera de vigilância e use-a como espelho enquanto tira meleca do nariz.

7. Procure uma faca de açougueiro bem afiada. Leve-a contigo durante todo o percurso das compras e vá perguntando aos funcionários se ali vendem anti-depressivos.

8. Deslize pela loja com um ar suspeito, enquanto assobia o tema da “Missão Impossível”.

9. Esconda-se atrás das roupas que estão expostas em cabides e quando alguém estiver vendo os produtos grite “ME ESCOLHE! ME LEVA PARA CASA!”

10. Quando alguém anunciar seja o que for no alto-falante, deite no chão em posição fetal e grite: “Nãããoooo! As vozes! Outra vez as vozes!”

24 de abril de 2012

#FicaDica de Blog

Bom atrasado como sempre estou, porém sempre lembrando, esse mês o FicaDica vai falar de Blogs como vocês já podem ter visto, essa semana é um Blog diferente de semana passada que era de um parceiro nosso, e como um tema muitoo longe daquele. O blog dessa semana ele tem um tema um pouco puxado mais pro publico masculino, não que não vá interessar as mulheres. Lolhehehe foi um blog que achei do nada, nas minha viajes pela internet, mas é um blog que tem uma temática muito boa, vale a pena dar uma olhada.
Vale a pena dar uma olhada;

20 de abril de 2012

Batendo Cabeça com Mick - Rio sem Rock.


Atenção fulanos e fulanas,
Leiam o seguinte aviso antes de começar a leitura.
Ao pensar na coluna desta semana, decidi escrever sobre algo que tenha haver com o atual cenário musical carioca. Tentei deixar de lado minha preferência por Rock para escrever algo que abrangesse a musica como um todo, mas não foi possível e como o título já entrega falarei sobre a cena roqueira. O texto que se segue é um dossiê com um caráter investigativo que tenta entender porque há poucas opções de shows para os fãs da música pesada que morem no Rio de Janeiro. Se você não gosta de Rock, ou não tem interesse nesse tipo de assunto, esse texto não lhe fará nenhum sentido, mas se você é fã de bandas de Rock ‘n’ Roll ou qualquer coisa que se encaixe neste termo, siga lendo.

      No dia 08 de abril de 2009 assisti a um dos maiores shows de Rock da minha vida, a apresentação do Kiss na Apoteose. Já se passaram três anos desde aquele dia inesquecível e meu desejo para repetir a dose é enorme, mas sinceramente não tenho certeza alguma se isso acontecerá novamente. Não aqui no Rio de Janeiro. Em São Paulo é muito mais provável. Porto Alegre também tem boas chances de ganhar um show do Kiss, assim como Belo Horizonte e até São Luiz do Maranhão (que inclusive ganhou o Metal Open Air 2012, o maior festival da música pesada da América Latina!). Imagino até o Kiss anunciando uma turnê pelo Brasil com shows em João Pessoa, Fortaleza e em Aracaju, mas não creio numa apresentação aqui, na famosa cidade maravilhosa, fonte de riquezas naturais e ponto principal para turistas de todo o Mundo. Mas o que me faz pensar assim? Por que tenho essa certeza negativa sobre a possibilidade do Rio não fazer mais parte das rotas das bandas de Rock, não só o Kiss, mais também de outros conjuntos como Scorpions e Metallica, além de centenas de grupos não tão grandes?


         Existe uma série de fatores que foram se acumulando com o tempo e acabaram criando uma barreira que separa o Rio de outras cidades do Brasil quando se trata de eventos expansivos. Devido a sua grandeza, beleza e o clima sempre agradável, a cidade maravilhosa facilmente se tornou um terreno fértil para plantar idéias e colher dinheiro. Muito dinheiro. Até o inicio dos anos 90 tínhamos grandes festivais musicais, como o Rock in Rio e o Hollywood Rock, rolou o Eco Rio 92 (uma primeira versão do Rio+20 desse ano), e ainda rolava a fórmula 1 em Jacarepaguá. Mas a obsessão e ganância dos grandes empresários, e a monopolização das empresas que financiavam a realização dos eventos, acabou tirando essa oportunidade do público carioca. As diárias nos hotéis foram subindo absurdamente, além de todas as outras despesas como transportes, refeições e até as farras. E assim foi sendo até o Rio ficar praticamente esquecido, período que vai desde o fim dos anos 90 até a metade da década seguinte. Exceto pelo Rock in Rio de 2001, praticamente nada de bom para a turma roqueira foi feito, a não serem os inúmeros festivais de bandinhas covers e afins, que ainda traziam alguma diversão em pontos como o finado Garage, no centro da cidade.


           Nos últimos sete anos vem ocorrendo uma espécie de redenção e voltamos a ter algumas bandas do grande escalão passando por aqui, como o Pearl Jam,Ozzy, Scorpions, Bon Jovi, o já citado Kiss, o sempre presente Iron Maiden, Guns ‘n’ Roses e também o The Police. E não podemos esquecer os mega-shows: Rolling Stones, em Copacabana de graça para mais de 2 milhões de pessoas, e Paul McCarteny, seguido de Roger Waters, no engenhão. O querido Rock in Rio também retornou a cidade após 10 anos, mas o cast formado em sua maioria por artistas Pop levou a muitos questionamentos por parte da galera que gosta de Rock de verdade, e conheço muitas pessoas que não sentiram a mínima vontade de ir (também faço parte dessa turma). Mesmo assim, ainda foi pouco, principalmente se considerarmos o que tem rolado no resto do país. Um exemplo foi a aguardadíssima apresentação do AC/DC em 2009, que só ficou por São Paulo, e aí você pode enumerar muitas outras bandas de menor porte que só tem tocado em Sampa, deixando os fãs que moram no Rio sem a chance de vê-los ao vivo, a não ser que você procure alguma excursão ou viaje por conta própria até o local do show, gastando mais com passagens, comida até com hospedagens.


            Mas essa história não para por aí porque ainda temos um problema enorme, que não existe em outros lugares. Se você pensou: ‘o cara tá chorando de barriga cheia, olha quantos shows rolaram. Ozzy, Iron Maiden, Peral Jam, Rock in Rio...’


           Não se engane, não foi barato assistir nossos ídolos ao vivo. Na verdade foi bem mais caro do que deveríamos pagar, e isso foi comprovado pelo jornal O Globo, numa interessante reportagem realizada na ultima semana. Os ingressos no Rio de Janeiro são os mais caros do mundo! Não só do Brasil, mas de toda a raça humana. Esse é o preço que temos que pagar por viver numa das cidades consideradas as mais belas do Planeta. Todos os serviços que antecedem a subida de um musico ao palco são caros e para haver sobras para pagar os envolvidos, nosso bolso é o alvo principal. Para se ter uma ideia desse absurdo, quem foi ao concerto do Bob Dylan aqui no Rio, no ultimo dia 15, teve que pagar R$ 500,00 pelo ingresso mais barato, enquanto o mesmo show saiu por R$150,00 em São Paulo! Foi mais econômico ir de ônibus para Sampa e ter assistido ao show lá, do que ter assistido perto da sua casa. E essa comparação só piora quando fazemos um paralelo de nível mundial. Para ver o Bob em Berlin você pagaria R$ 134,00, e em Bueno Aires o valor seria de R$ 83,00. Não ache que a culpa é de Dylan porque a diferença também aparece em todas as próximas atrações que acontecerão no Rio, como o Roxette, que toca aqui no Citibank Hall por R$150,00, e depois em São Paulo por R$ 70,00, além de nomes como o Duran Duran.


            Os especialistas tentam entender o motivo desse abismo, que deixa o valor no Rio tão caro e inacreditável. Agora vão alguns motivos que podem explicar o alto valor de um ingresso carioca:





1). Na mesma reportagem do O Globo, há explicações que citam nossa cidade como um lugar que tem um mercado menor em menos instável. Assim, há poucos investimentos por parte de empresários que temem algum fracasso de bilheteria. Devido a esse medo de trazer uma banda e fracassar na renda, se eleva o preço do ingresso. Assim, se não houver lotação, haverá uma boa renda. 

2) O amplo uso da meia-entrada também é um problema. Aqui a meia equivale a 75% do público, enquanto São Paulo tem no máximo 30% de pessoas pagando meia. Quando os produtores fazem a soma dos custos para chegar ao valor que deverá ser cobrado, eles já sabem que grande parte do público pagará meia-entrada através de carteiras de estudantes, promoções e até impressões de flyers, que tem se tornado comum. Ao chegar ao resultado das somas, basta colocar o dobro desses números. É algo tipo assim: colocando o valor de R$ 80,00, já haverá renda para pagar todos os serviços e cachês, mas como 75% do publico pagará meia, teremos prejuízo, então o valor será R$160,00. Assim, a maioria das pessoas só estará pagando o valor real mesmo, de R$ 80,00.


3) Por últimos,voltamos a já citada alta taxa de serviços do Rio de Janeiro, que tem hotéis com diárias caríssimas e serviços de transporte e som com preços abusivos. E com o crescimento do Estado, que ganhou maior visibilidade internacional com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, essas taxas só tendem a aumentar. 

16 de abril de 2012

Dicas de Blog

É galera, sei que o Z40 não deve ser o único blog que vocês devem visitar, então tomei a decisão de talvez ajudar vocês com isso, a partir de hoje, uma vez por semana, irei postar uma dica de um blog, qualquer tipo, que eu ache interessante de ver visitado;
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Hoje a dica é do blog Taberna do Herói, um ótimo blog do nosso caro amigo J.V. Que já fez / ou faz, parte da equipe Z40, o blog é muito interessaste, o blog foca no mundo que eu não entendo muito bem mas me amarro, um mundo como eu posso dizer, meio universo Senhor dos Anéis, tem uma abordagem fácil de compreender, tão fácil que até eu entendo e gosto, J.V. faz também uma coluna chamada Crossover, diga - se de passagem que essa coluna também tem no Z40 escrita pelo próprio J.V. e até hoje é uma das mais vistas do nosso querido Z40; Vale ressaltar também pra quem leu e gostou dos livos de Eduardo Spohr - A Batalha do Apocalipse e Os filhos do Eden, que o próprio Spohr comentou em um post do Taberna do Herói. Então minha dica da semana de blog é Taberna do Herói, espero que vocês gostem, tanto quanto eu, e se não gostarem, Fod@ - se, eu gosto.

6 de abril de 2012

Batendo Cabeça com o Mick - Não é tão difícil entender uma garota.



No programa da rádio Z 40 do ultimo dia 29 de março, debatemos sobre um assunto muito intrigante: mulheres. Tentamos entender algumas duvidas sobre o comportamento feminino, que parecem sem explicação, como as repentinas mudanças de humor, o medo de insetos e até a falta de interesse em fazer sexo anal. No fim das contas, não chegamos à conclusão alguma e acabamos colocando a culpa na bipolaridade. Mas será que as mulheres realmente sofrem de um ultra transtorno bipolar (quando a pessoa muda o humor de forma repentina, indo do agradável ao insuportável em poucos minutos), ou de fato nós homens, garotos ou meninos, não temos condições racionais o suficiente para entender uma garota?
Essa pergunta ficou na minha cabeça durante o dia posterior ao Z 40 on the radio, e eu precisava esclarecer essa questão, afinal, namoro a mais de 3 anos e se depois desse tempo todo não consigo compreender uma garota, ou sou um cara egoísta que só me importo com o que quero, ou sou um completo imaturo. Aí estão as respostas. Desculpe amigos, desculpe pai, desculpe-me você que está lendo e não concorda por que é um cara pegador, mas somos muitas vezes egoístas e/ou imaturos demais para entender o que elas querem! Não adianta querer mudar os fatos, nosso egoísmo machista é o campo de força que impede essa compreensão, mas não foi o que escolhemos por que isso nasce com o homem, é algo primitivo. Aí seriam elas que precisariam tentar entender, mas nem pense em argumentar sobre isso numa discussão por que você poderá ser chamado de egoísta imaturo. Não adianta, dizem que a mulher engana até o Diabo, por tanto, estamos ferrados nessa. Aí chegamos onde eu queria. O que fazer para evitar esses conflitos.
Existe uma frase, não lembro onde li, que ficou comigo e merece estar neste texto: “As mulheres são feitas para ser amadas, e não compreendidas.” Ou seja, ao tentarmos compreender as minas, começamos o programa Z 40 da ultima quinta-feira completamente errados. Aí nossa... Que coisa tão bunitinha, tão gay... Tudo bem que o inicio deste parágrafo ficou um tanto fofinho demais, mas vai citar isso para qualquer garota e verá um olhar muito mais agradável do que teria se simplesmente ficasse calado. E não adianta insistir em tentar ser homem demais para falar coisas assim, por que elas querem a extinção desses tipos. Agora para evitar os conflitos e impedir aquela chata discussão de relação justo numa noite em que você esta completamente cansado, basta seguir as dicas:

1) Se você decidiu namorar, saiba que decidiu abrir mão de grande parte da rotina que tinha quando solteiro e que agora você será o companheiro principal dela, assim como ela será sua maior parceira para o dia-dia. Claro que isso não significa que onde um peide, o outro tenha que estar pra cheirar, mas há momentos importantes em que os dois deverão estar juntos e isso inclui conquistas profissionais, estudos, reuniões de família, e principalmente festa com amigos.

2) Se você é mais velho do que ela (ou mesmo mais novo), mas é um cara que não se leva a sério sempre e gosta de ser brincalhão, tenha cuidado para não exagerar nas brincadeiras e ficar com a imagem de “garoto bobo”. Por mais que a garota goste de um namorado bem humorado, ela quer um homem que lhe dê proteção e orientação. Imponha sua opinião de forma séria quando necessário.

3) Ouça o que ela tem a dizer. Isso é muito valioso para sua namorada e ela se sentirá importante para você.

4) Evite falar sobre outras garotas quando ela estive contigo. Principalmente quando estiver com seus amigos. Evite até de falar sobre alguma atriz gostosa ou algo do tipo. Ah, e jamais fique falando de relações passadas, ou como você era um grande pegador antes de namorar. Essas coisas só irão diminuir a auto-estima dela e são coisas completamente desnecessárias, afinal, você não vai ser mais homem que ninguém enumerando as meninas que já pegou.

5) Não seja um cara ciumento possessivo, isso é chato e elas não suportam. Mas demonstre ciúmes quando necessário, isso sim, elas adoram.

Pronto fulanos e fulanas. Seguindo essas idéias, dificilmente vocês irão escutar aquela frase chata: “precisamos conversar agora”.
OBS 1: Todas essas dicas também se aplicam para as garotas.
OBS 2: Não me responsabilizo se nada disso der certo, ok?

31 de março de 2012

Batendo cabeça com o Mick - Os novos tempos estão chatos.


Em meu segundo texto para o Zoação 40, uso a palavra ‘tempo’ no título. Sou mesmo um cara apegado com esse negócio de passado, presente e futuro. Mas deixo claro que esse título negativo não tem haver com minha vida pessoal, que está indo muito bem. Hoje trabalho e tenho meu dinheirinho suado, namoro uma mulher muito especial e posso contar com meus amigos para o que der e vier. Também não reclamo das mudanças tecnológicas que tem ocorrido quase que da noite para o dia ultimamente, afinal essas inovações só vieram para melhorar o estilo de vida da nossa sociedade americanizada, que felizmente sempre está com mente a aberta para novas introduções (não pude evitar o termo, rs!)
O que não tem me agradado é a falta de boas novidades nas coisas que gosto muito, como cinema e música (se quiser pode trocar essa ultima palavra por Rock). O futebol pelo menos ainda me motiva, mas sou um torcedor fanático e fico feliz até quando meu time ganha do Nova Iguaçu! Apesar de que hoje em dia não tenho a mesma disposição de outros tempos para ir ao estádio, ficar na fila do ingresso, acompanhar o jogo com um bando de negão suado do meu lado, e depois voltar pra casa cansado. A emoção existe, é claro. Não dá para comparar a sensação de ver seu time de perto em meio a uma torcida apaixonada, ou assistir o jogo em casa pela TV. Mas eu não vou até o Engeinhão (o novo templo do futebol carioca) para ver Flamengo x Olaria num campeonato chulo e vazio até nas semi-finais. Pensando bem... até o futebol está ficando estranho.
Agora vou partir para as duas artes que movem minha existência, começando pelo cinema. Para alguém que cresceu alugando filmes toda semana, estar a mais de meses longe de uma locadora é estranho. Não que eu tenha passado a comprar filmes piratas, ou que eu tenha visto os filmes pela TV, mas eu não tenho sentido vontade de ver o que está chegando no mercado cinematográfico. O terror é minha área favorita, mas parece que tudo o que deveria ser feito nesse campo já foi realizado. Começaram com os monstros fantasiosos nas primeiras décadas, como o Frankenstein e o Drácula. Nos anos 60 investiram em fantasmas e mortos vivos. Depois partiram para as possessões demoníacas, e então chegamos a trash década de 80 quando tivemos de tudo, desde seriais Killers (Jason, Freddy Krueger) a objetos inanimados que matavam como brinquedos e até maquinas de lavar! A década de 90 foi só um amontoado da fase passada e finalmente entramos na época atual. Depois da era dos ‘inicios’, onde se conta o começo de alguma série, veio os remakes (Dia dos Namorados Macabro, Halloween, Sexta-Feira 13, todos inferiores ao original) até culminarmos com os chamados ‘filmes documentário’, que trazem a ação através da gravação de algum dos personagens (isso já havia causado algum efeito com A Bruxa de Blair em 1999, mas ficou maior com Atividade Paranormal). Com exceção da série Jogos Mortais, tudo tem sido um mais do mesmo. Para fechar essa parte, fiquei apenas no campo do Terror por ser minha maior especialidade, mas as áreas de ação, comédia e aventura seguem pro limbo também. Nada tem me agradado a ponto que eu possa dizer, ‘isso foi foda!’
Na música, ou no Rock melhor dizendo, posso dizer a coisa anda pior. Das bandas atuais, sejam as que freqüentam a grande mídia ou até mesmo que fazem parte do underground, nada é bom! Nada. As poucas legais são apenas uma cópia de outra banda maior. Tudo bem, confesso que nada se cria, tudo se copia, mas já chegamos ao limite de tudo que poderia existir em termos musicais? Sei que não teremos um novo Freddy Mercury, Hindrex , Kurt Cobain ou outro Renato Russo, mas a falta de personalidade chegou a um nível constrangedor em um estilo que se diz ‘ser atitude’. Numa próxima eu continuo essa critica musical, agora eu só quero um pouquinho de Rock and Roll all Nite”.

22 de março de 2012

Batendo Cabeça com Mick - Não temos mais o tempo que passou



Olá turma, estou estreando minha coluna semanal aqui no Zoação 40 e será muito legal trocar uma idéia e bater cabeça com essa turma. Para começar, nada mais apropriado que um texto saudosista, que fará um paralelo entre um passado não muito distante e a atualidade. Para a geração dos anos 90, este artigo cairá como uma luva.

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Sabe por que nós, garotos e garotas na casa dos 20 e poucos anos, temos tantas boas lembranças do passado? Simples. Na nossa infância e pré-adolescência não existia internet de fácil acesso, Orkut, Facebook, MSN, Twitter e afins. Se tudo isso já existisse na metade dos anos 90, aposto que nossos dias teriam sido diferentes, como os dias da turminha de hoje é bem diferente. Os computadores começaram a ser fabricados nos fim dos anos 70, mas seu uso pessoal só se iniciou de forma tímida na década seguinte. Antes já se falava em internet, mas seu uso só se popularizou na metade dos anos 80 quando a Fundação Nacional da Ciência dos EUA patrocinou um projeto chamado National Science Fundation Network, que finalmente iria abrir as portas da nossa querida “net” para o mundo. O caminho já existia há mais de 20, mas as redes sociais (Orkut, entre outros) só nasceram na metade desta última década. E posso ser sincero? Sou muito grato por isso! Caso o senhor Orkut Buyukkokten (o nome da figura já diz tudo), ou o mais famoso Mark Zuckerberg, criador do Facebook, tivesse colocado seu projeto em prática uns 10 anos antes, talvez eu e muitos amigos não fossemos os mesmos. Graças a Deus a tecnologia avançou lentamente!
Sendo assim, vivendo sem a nossa “net” tivemos alguns privilégios que nossos priminhos hoje possivelmente não terão como brincar de pique sabe lá o quê com a turma da rua, jogar um futebol no asfalto, ou para as meninas jogar queimado e se ralar para esquivar da bola. Ver filmes como “Os Goonies”, “Garotos Perdidos”, “Curtindo a Vida adoidado”, “Tubarão” e, pelo menos uma vez no mês, o clássico “A lagoa azul”, na seção da tarde. Dar um role pela rua com os amigos e paquerar as meninas (naquela época não dava pra trocar idéia em bate papo online, ou em MSN, era cara a cara mesmo.). Ou para aqueles que preferiam ficar em casa, tinha os jogos de tabuleiro, como o Banco Imobilário, todos chatos, mas acabávamos nos divertindo por estar com o pessoal reunido. O velho Nintendo, ou Mega Drive, que necessitava de uma boa soprada na fita pra pegar, e quando nosso jogo ficava chato tínhamos que ir à casa de algum colega pegar outra fitinha. Vai pesquisar algo para um trabalho da escola? Não trate de ir atrás de jornais, revistas, ou livros pra ver se você vai conseguir fazer algo. Pra rolar um som nas festinhas americanas só mesmo trazendo aquela pilha de CD’s.
Foram bons tempos. Mas tudo bem, é como dizia aquele cara que morreu nos anos onde a Aids era algo que significava morte certa, “o tempo não para”. Por enquanto é só. Agora vou postar umas fotos no Orkut, responder umas mensagens no Twitter, trocar uma idéia no MSN e curtir algo no Face. Bye, bye!

Por Mick Michael