Mostrando postagens com marcador batman the dark knight rises. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador batman the dark knight rises. Mostrar todas as postagens
10 de agosto de 2012
4 de agosto de 2012
Batendo Cabeça com Mick -- Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
By
Unknown

O capítulo final da nova trilogia do Batman certamente foi, e será por muito tempo, o filme que mais aguardei nos últimos anos. Desde o final do maravilhoso O Cavaleiro Das Trevas, em 2008, eu e muitos outros fãs do homem morcego aguardamos ansiosos pela conclusão da saga criada pelo excelente diretor e roteirista Chistopher Nolan, iniciada em 2005 com o ótimo Batman Begins. Foram quatro anos de espera, com muitas especulações, pesquisas na internet e aquela interminável jogada de marketing aonde os realizadores vão lançando pequenos trailers, que não informam muito sobre o filme. Eis que a espera terminou e finalmente assisti ao tão desejado Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. A espera valeu à pena? Sim, mas poderia ser melhor.
Comentar sobre o filme sem soltar algum Spoiler é quase impossível devida à trama repleta de tensão incessante, reviravoltas e algumas mancadas da produção, por tanto, se você não assistiu ao filme recomendo que tenha cuidado com a leitura porque provavelmente poderei soltar algum SPOILER importante, ok?
O nível de realidade deste filme conseguiu ir além do que já havia sido feito no segundo filme, levando o telespectador a uma Gotham City ainda mais comum, como uma cidade que realmente existe. Pra ser sincero, essa Gotham nada mais é do que New York. Tudo soa mais obscuro neste capitulo final: as pessoas, o clima, os acontecimentos resultantes da história anterior, e claro, nosso querido Bruce Wayne (Christian Bale), isolado em sua mansão numa aparência muito diferente da que estávamos acostumados. Esses primeiros minutos são maravilhosos, incluindo a apresentação do Bane (Tom Hardy), o novo vilão. Nada é feito com pressa, o que torna o filme mais intrigante e melhor que qualquer outra produção do gênero. Essa calma torna o desenrolar da história ainda mais charmosa e todo esse pessimismo acabam tornando a saga atual mais próxima das HQs mais obscuras do Batman.
Quando o Bane e toda sua tropa dá as caras e tomam a cidade de vez, chega à hora do Bruce reassumir o personagem que criou e o deixou tão debilitado. Mal sabe ele que essa decisão só agravará as coisas. A partir daí você já tem ideia do que virá pela frente. Como aconteceu no filme anterior, temos um ritmo frenético, com muita ação e muitos diálogos. É uma trama policial orquestrada de forma perfeita e às vezes até esquecemos que estamos vendo um filme de super-herói, apesar de que não dá para aceitar esse termo para os atuais filmes do Batman. Isso só vale mesmo para a turma da Marvel. Com a cidade já tomada após um elaborado plano para prender toda a policia nos esgotos, Bane se torna a figura do filme, mas sem o charme do Coringa, é claro. A essa altura ele já deu uma surra no Batman, detonou bombas pela cidade, inclusive nas pontes que ligam outras cidades a New Yo..., ops, quero dizer Gotham, e anunciou seu plano: explodir tudo de uma vez por todas, e assim fazer nascer um novo lugar, livre da corrupção e das sujeiras que viviam ali. Mas não ache que o grandão é um cara bom. Ele é tão cruel quanto o bandido que dá controla as favelas cariocas, que dão remédios de graça para os moradores, para depois usá-los como escudos contra a polícia. Além do grandalhão, quem também marca presença de forma marcante é a mulher gato, numa interpretação inspirada de Anne Hathaway.
O filme é bom? Ele é excelente! Mas então por que respondi ‘que poderia ser melhor’ na pergunta sobre ter valido a pena esperar tanto tempo para assisti-lo? Por que ele acabou trazendo algo que não houve nos outros filmes, e se houve foram bem sutis: falhas. Já estava acostumado com as tramas bem amarradas e realistas dos outros capítulos e não esperava que O Cavaleiro das Trevas Ressurge fosse trazer algo mal explicado. E ele traz! Nem preciso avisar sobre SPOILER, certo?
Enumerei as três bobeadas do roteiro, que em minha opinião acabaram tirando a perfeição do filme:
1-) Em nenhum momento o Coringa é citado.
Isso foi um furo bobo do Nolan. Tudo bem que o Heatlh Ledger faleceu, mas não custava nada ao menos citar o que houve com o Coringa. Nem o asilo Arkham, um ícone nas histórias do Batman, foi lembrado. Bastava alguém dizer algo como “- O Coringa está preso no Arkham, por tanto, ele não está por trás disso”. E ok, milhões de órfãos do Ledger estariam satisfeitos. Mas esse é o menor dos três problemas do filme...
2-) A prisão em que Bruce é mantido após apanhar do Bane.
Desnecessária. Apenas isso. Algo que não se encaixou na trama de forma alguma. E a fantasiosa fuga do Bruce só tornou esse núcleo ainda mais clichê. Seria mais interessante se o Bane tivesse mantido o Batman num buraco dentro de Gotham mesmo. E melhor seria se o Batman fosse salvo pelo Alfred, que poderia ter encontrado o Bruce graças a um rastreador que só ele possuía e que estaria instalado na armadura do homem morcego.
3-) O retorno de Bruce à Gotham.
Outro furo importante. Se a cidade estava isolada, com todas as entradas vigiadas, como Bruce Wayne pôde retornar com tanta facilidade se ele estava sem dinheiro, sem a roupa do Batman e sem seus aliados? Se fosse um filme do Superman tudo bem, basta ele voar para dentro da cidade, mas essa façanha é impossível para o Bruce, por mais inteligente e fodão que seja.
Mas que fique claro que esses furos não tiram em nada o brilho deste eletrizante thriller, que já está no hall dos grandes nomes do cinema. Valeu Chistopher Nolan e todos os excelentes atores que formaram o elenco de toda a saga por apagar de vez a mancha deixada em 1997 com o medíocre Batman & Robin, até então o ultimo lançamento do meu herói favorito no cinema. É uma pena que Bob Kane, o criador do Batman, não tenha vivido o suficiente para ver esta incrível trilogia.
Assinar:
Postagens (Atom)
