Em outras oportunidades ele já tinha mostrado que tinha um grande potencial, mas agora, pra mim (@IgorlFreitas) ficou claro;
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13 de setembro de 2012
Gay ou não
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Em outras oportunidades ele já tinha mostrado que tinha um grande potencial, mas agora, pra mim (@IgorlFreitas) ficou claro;
15 de junho de 2012
Batendo cabeça com o Mick -- Por Que Detestamos a Cultura Pop Atual? Parte Fina.
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Na primeira postagem sobre a nossa antipatia em relação à atual cultura Pop, procurei expor com minhas palavras o que eu e alguns amigos pensamos sobre essa organização misteriosa, que há décadas tenta criar um estilo comercial a ser seguido por nós, pobres consumidores de informações. É praticamente impossível descobrir o que seria, ou de onde viria essa organização. Já se falou muito sobre a possibilidade da Rede Globo ser uma forma de dominação em massa, que influencia o povo a seguir um modelo de vida, mas isso vai muito além da Globo, ou de outra emissora de TV, afinal o que está lá também está na internet, nos jornais, nas ruas, e até em sua família.
Já falei sobre os ídolos teens da nova geração, tais como Justin Bieber e Restart, certamente os mais odiados e zuados, e agora partirei para a conclusão desta postagem com mais análises de outros elementos importantes da Cultura Pop atual.

3-) Saga Crepúsculo e afins.
Em primeiro lugar deixo claro que não assisti a nenhum dos filmes da saga Crepúsculo e tão pouco senti vontade de conferir ao menos um episódio, ou mesmo ler um parágrafo do livro. Mas não há como negar que esta é a saga romântica infanto-juvenil de maior sucesso nesses últimos anos! E todo esse sucesso deixa claro algo que não citei na outra postagem: o público jovem é o alvo principal para que se instale um novo conceito a ser seguido. Antes dessa epidemia de vampiros sentimentais, bonitinhos e ingênuos, já havia muitos outros filmes e contos sobre essas criaturas misteriosas que nos despertam admiração e curiosidade. Pena que para muitos esse respeito tenha acabado depois do surgimento do Sr. Edward e sua turma. Nem quando saíram clássicos como Drácula de Bram Stoker (1992) e Entrevista com o Vampiro (1994) tivemos tanto barulho, apesar de que esses filmes trazem uma proposta muito mais sombria e malevolente, que não podem ser comparadas ao clima sessão da tarde de Crepúsculo.
Talvez esteja aí a causa da revolta. Para que cresceu vendo vampiros elegantes, conquistadores, mas traiçoeiros e misteriosos, e agora assisti um vampiro envolvido naquela velha historia de ‘amor impossível’, com todo o açúcar e histeria das menininhas de 8 a 20 poucos anos (sério, conheço meninas dessa idade que adoram a saga), chega a ser constrangedor.

4-) Reality Shows (BBB, A Fazenda…)
Todos os ícones da Cultura atual já citados estão direcionados exclusivamente ao público jovem. Os realities shows já partem para algo mais generalizado, tendo fãs de todas as idades e condições sociais. Não se engane achando que este é um produto consumido apenas pela classe C. Como diz a chamada do programa, ‘todos estão de olho na casa’. E não importa se são famosos ou anônimos, quando ele entra no ar a única coisa que importa é saber o dia-a-dia desse grupo que está preso numa casa de alto luxo, com direito a festas, jogos com premiação e barracos (que são o ponto alto da ‘trama’). Confesso que assisti alguns BBBs e também vi a Casa dos Artistas, mas isso foi lá atrás quando tudo ainda era uma novidade. Foi algo legal, como uma novelinha passageira, que tem sua trama rasteira, personagens bobos como os mocinhos, pessoas mais interessantes que assumem os papeis de vilões e até um narrador, no caso o respeitável Pedro Bial. Mas o BBB já está indo para a edição de numero 13, e agora também tem A Fazenda, com um bando de sub-celebridades, que não fedem e nem cheiram.
Afinal, o que mantém o sucesso dessas coisas, que continuam sendo exibidas todos os anos? Simples, a curiosidade pela vida alheia. Isso vem desde sempre. Antes de o seu vizinho assistir ao Big Brother, ele já assistia ao seu dia-a-dia. Via o que você comprava e com quem você saia. Ter um programa desses na TV foi a melhor coisa que aconteceu pra ele. Assim ele pode ficar sentado no sofá vendo quem pega quem na Casa. Confesso que exagerei nessa parte, já que nem todos que acompanham realities shows são fofoqueiros. Minha mãe e minha irmã gostam e não estão nem aí para o dia-a-dia dos outros. Mas com certeza 80% desse público se encaixa nesse grupo e enquanto essas pessoas acharem mais divertido ver o que rola por baixo do edredom, do que alugar um bom filme ou ler algo mais construtivo, certamente chegaremos a 45ª edição do BBB.

5-) Sociedade Politicamente Correta
Algo que está enchendo o saco ultimamente é essa regra do politicamente correto. Agora qualquer situação que possa ser considerada constrangedora para um determinado público pode ser motivo de processo e manifestação. Com isso, é praticamente proibido piadas sobre gordos, nordestinos e principalmente negros e gays. Sei que esse é um assunto muito delicado, e também sou contra qualquer tipo de intolerância, seja ela religiosa, racial ou devida a alguma deficiência física. Também jamais concordei com qualquer tipo de humilhação pública, mas para quem está ligado às áreas da TV, isso é algo que está à mercê da pessoa. Por exemplo, se você vai participar de um programa como o ‘Pânico na Band’, não poderá se sentir ofendido caso eles façam alguma piada com você. Hoje em dia, nem nos programas de humor mais fuleiros há situações como as que vi em programas como ‘Os Trapalhões’, onde não faltavam piadas com gays e carecas. No ‘Chaves’ então... Veja o seguinte diálogo:
Nhonho: ‘olha Chaves, se porum lado eu sou gordo...’
Chaves: ‘pelo outro também.’
Isso não é mais aceitável. O que tornam os programas atuais completamente idiotas e dispensáveis, com piadas chulas sobre peidos e coisas assim. Tudo isso explica o enorme sucesso dos memes na internet, além de blogs e sites como o Zoação 40, que não tem pudores para pegar leve quando a proposta é fazer rir. Um abraço e até a próxima.
25 de maio de 2012
Batendo cabeça com o Mick -- Por Que Detestamos a Cultura Pop Atual? Parte 1
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Em primeiro lugar deixarei claro que o texto a seguir traz uma opinião. Não quero ser o dono da verdade, longe disso. Essa parte do Blog Zoação 40 tem o objetivo de entreter os nossos leitores com a opinião de alguém do nosso grupo. Levei como base o pensamento de alguns amigos e do meu irmão Danilo.
Antes de tudo temos que entender o que seria a cultura Pop. Esse negócio nada mais é do que aquilo tudo que a mídia te empurra goela abaixo durante o dia a dia, seja através da música, filmes, seriados de TV, ou em qualquer outro meio de comunicação, como a nossa querida internet e revistas. Existe alguém, ou algo, que tenta criar um modelo a ser seguido por cada geração e isso tentará te influenciar de todas as formas, seja pela maneira de se vestir, falar e agir. Se nada que é empurrado pra você no seu dia a dia te satisfaz e você se mantém fiel aos seus gostos pessoais, como eu, claro que vossa senhoria não poderá ser considerada adepta daqueles costumes, mas você será parte daquela Cultura Pop apenas por ter vivido aquela fase. Isso é fato!
Antes de meter malha na atual cena Pop, vale lembrar que muitas coisas que achamos ruins ou estranhas não passam de uma cópia do que já existia no passado, e que também era muito amado e odiado. Sejam na televisão, ou principalmente na música, coisas que fazem parte da nossa rotina também foram parte da rotina dos nossos pais. As roupas justas e ultra-coloridas do Restart te incomodam? Nos anos 70 e 80 muitas bandas de Rock famosas também usavam esse visual. A série Crepúsculo é uma bobeira para menininhas? O clássico da sessão da tarde A Lagoa Azul também não vai além de um filme romântico mela-cueca. O Justin Bieber é só mais um babaquinha metido a estrela feito pela poderosa mídia? Já surgiram centenas de garotos assim nas ultimas décadas. Mas o que torna o Pop atual ser tão detestável se ele imita o Pop do passado, que nós saudosistas tanto amamos?
Primeiro começo com a nossa amiga ‘net’. A facilidade de buscas por assuntos e a enorme quantidade de informações babacas na qual estamos expostos é o primeiro fator. Basta abrir o Google e digitar as letras ‘Ju’ que logo surge Justin Bieber. Digitou a letra ‘B’ e vem algo sobre o Big Brother. Isso sem mencionar os sites de noticias, como o Yahoo, que também dá grande destaque as celebridades instantâneas e aos ex-BBBs. Nas bancas as revistas e jornais também dão essa ênfase, mais aí entendemos que revista e jornal são feitos para vender, e chegaram antes da internet. Mas tudo bem, vamos supor que você não ligou o computador. Não adianta. Tudo isso estará nas ruas, na TV, no rádio, nas conversas com seus amigos... Resumindo: essa avalanche de informações sobre coisas que não gostamos já seria o suficiente para detestarmos a Cultura atual, mas ainda faltam motivos claros, não basta apenas dizer ‘não gosto disso, e pronto!’.
Para fazer algo mais dinâmico, vou mencionar cada grande estrela do nosso cenário Pop, nesta que é a primeira de duas partes deste debate.
1-) Personalidades Infanto-Juvenis internacionais (Justin Bieber, Hanna Montana, Jonas Brothers...)Simplesmente não dá para levar a sério algo que foi pré-fabricado. Eles podem até ter algum talento no meio daquela super mega produção, repleta de profissionais por trás das cortinas para orientá-los e prepará-los em qualquer situação, mas é nítido que a fama dessa turma é resultado de uma organização que está sempre disposta a criar um ídolo teen. Quem apadrinhou essa galera certamente morreu numa grana violenta para fazê-los chegar onde estão. E além da total falta de carisma, eles ainda comentem a tolice de expor comentários desnecessários, como Justin afirmando que será maior que Michael Jackson. Talvez ele estivesse se referindo a estatura... Outra coisa que achamos bizarro nessa turma é a forma como tratam as crianças. Dá pra comparar com o Patati & Patatá, que agem como se as criancinhas fossem um bando de retardadas mentais. Pelos menos esses assumem a postura de palhaços (mas não deixam de ser o piores da história da TV brasileira).
2-) Restart, Cine e afins.Também vão pelo mesmo caminho das estrelinhas internacionais. São produtos fabricados industrialmente e com data de validade (até que está durando muito). Eles ainda mantêm essa pose de meninos sentimentais, algo deixado pelos falecidos Emos, mas insistem em dizer que fazem Happy Rock com atitude. A ideia não é ruim, vejam só: uma banda que traz músicas e interpretações com sentimentos, mas sem deixar a veia contagiante do Rock and Roll. Uau! Mas que nada... O que temos são uns carinhas sem sangue, sem alma e sem vergonha na cara. Em ambos os casos (1 e 2) não existe algo necessário na proposta deles. O risco de fazer o que realmente querem, sem se importar com alguém que poderá se sentir insultado. Falta malicia, afinal música necessita disso. Parece que o circo é armado para conquistar todo mundo, criando personagens adoráveis, mas o que sai ali são pessoas detestáveis. É uma pena que a turminha de hoje não tenha visto os Mamonas Assassinas, que traziam letras como “já me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém”. Isso sem falar de grupos ainda mais antigos, que também usavam roupas ultra-coloridas e maquiagens, como o Kiss e o Twisted Sister, que sabiam fazer Rock com diversão, atitude e uma bem vinda apologia as festas regadas a álcool e som alto.
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